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O secretário Helio Franco enfatizou a necessidade de ações que previnam os acidentes
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As cirurgias reparadoras beneficiaram vítimas de escalpelamento, acidente que envolve principalmente mulheres e crianças, nos rios amazônicos
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Com o objetivo de minimizar o sofrimento físico e psíquico de
vítimas de escalpelamento, a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará
realizou nesta quarta-feira (7) o II Mutirão de Cirurgia Plástica
Reparadora, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública
(Sespa), Defensoria Pública da União e Sociedades Brasileira e Paraense
de Cirurgia Plástica, mobilizando 15 cirurgiões do Pará e de outros
Estados.
Por meio do processo de Tratamento Fora de
Domicílio (TDF), foram beneficiados 13 pacientes com idade entre 9 e 60
anos, oriundos de Belém e de municípios do interior, entre os quais
Melgaço, Capanema, Cametá, Abaetetuba, Viseu, Senador José Porfirio,
além de Belém. Os procedimentos realizados foram Colocação de Expansor,
Reconstituição de Sobrancelhas e Cantoplastia.
Dentre os pacientes, a dona de casa Maria Francisca Gonçalves, 52 anos,
agradeceu pela oportunidade de realizar a cirurgia reparadora. Ela disse
que sempre esperou por esse momento. ?Agradeço a Deus e a toda a equipe
que compõe este mutirão. Minha vida mudará juntamente com minha
autoestima?, afirmou.
Vitor Aita, cirurgião
plástico da Santa Casa e responsável pelo mutirão de cirurgias, explicou
que o processo de avaliação foi feito de maneira individual. Durante a
avaliação, cada paciente mostrou o que pretendia reconstituir, e depois
foram marcados os exames pré-operatórios. Segundo o médico, em certos
casos podem ser reconstituídos até 100% das áreas lesionadas.
A presidente da Sociedade Paraense de Cirurgia Plástica, Lastência
Menezes, destacou o apoio do governo do Estado, que por intermédio da
Sespa ofereceu todas as condições necessárias para a realização das
cirurgias. ?Agradeço a parceria e o incentivo do governo do Estado. A
contribuição da Sespa tem sido fundamental para a realização desse
mutirão no Pará?, afirmou.
Prevenção
- Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, as
ações para erradicar o escalpelamento no Estado têm sido intensificadas.
Ele reforçou que é preciso promover a sensibilização nas escolas,
associações comunitárias e sociedade em geral. ?Estamos comprometidos
com a causa, por isso é necessário incentivar e divulgar maciçamente a
prevenção em nossa região ribeirinha, alertando principalmente as
mulheres e as crianças, que são as maiores vítimas deste tipo de
acidente,? ressaltou.
A Santa Casa, desde 2001, é
referência estadual no atendimento à população, por meio do Programa de
Assistência Integral às Vítimas Escalpeladas (Paives), que visa prestar
assistência integral, humanizada e multidisciplinar às vítimas de
escalpelamento e a seus acompanhantes. Eunice Begot, presidente da
Fundação Santa Casa, parabenizou a dedicação dos profissionais em mais
um mutirão. ?É uma honra fazer parte desse momento. Esse é um assunto
delicado, envolve pessoas que realmente precisam de apoio. Estamos de
braços abertos e dispondo de todo o equipamento necessário para garantir
o sucesso das cirurgias?, afirmou.
No Pará, há
registros de mais de 250 vítimas de escalpelamento, no período de 1982 a
2011. Casos que aconteceram na Mesorregião do Marajó, na Região
Metropolitana de Belém e nas regiões nordeste e do Baixo Tocantins.
Fonte: Agencia Pará de Notícias