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O delegado geral Nilton Atayde mostrou que o Estado está atuando para prevenir casos de violência no campo
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A sessão especial na Assembleia Legislativa reuniu diversas autoridades para tratar sobre conflitos agrários no Estado
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?Todo o sistema de segurança pública tem trabalhado para prevenir
esse tipo de crime. Nós temos trabalhado e dado respostas às demandas?,
afirmou o delegado geral de Polícia Civil, Nilton Atayde, nesta
segunda-feira (12), ao participar da sessão especial na Assembleia
Legislativa do Pará para discutir os conflitos agrários no Estado.
O delegado geral reiterou que a Polícia Civil não trabalha sozinha no
combate à violência no campo, e que a origem desses conflitos geralmente
é social, portanto não podem ser resolvidos apenas com a atuação do
sistema de segurança pública.
Nilton Atayde
apresentou aos deputados, gestores e representantes de movimentos
sindicais presentes à sessão ? solicitada pelo deputado Edilson Moura -,
o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil para conter a violência no
campo.
?A Polícia Civil do Pará sabe que não
resolverá problemas fundiários a partir de ações policiais. Por isso
temos desenvolvido alguns projetos, que visam dar suporte à resolução
desse problema crucial. Recentemente, por exemplo, determinei que, no
âmbito da Polícia Civil, se priorizasse a apuração de todos os atos
delituosos que envolvam pessoas ligadas a questões fundiárias?, informou
o delegado geral.
Entre os resultados da sessão,
que durou mais de três horas, estão a formação de uma comissão mediadora
de conflitos agrários; a constituição de uma comissão parlamentar
permanente para acompanhar os conflitos agrários no Estado; a exigência
ao governo federal de uma atuação mais efetiva do Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o envio
aos órgãos envolvidos na área fundiária dos nomes das pessoas ameaçadas
em função de questões agrárias.
Também participaram
da audiência pública o deputado federal Claudio Puty, representantes da
Polícia Civil, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado
do Pará (Fetagri), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra), do Programa Terra Legal, do Ministério do
Desenvolvimento Agrário, da Ouvidoria Agrária e do Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra.
Fonte: Agencia Pará de Notícias