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Antonio Marcos Mendes foi um dos beneficiados com o exame de ultrassonografia oferecido pelo Presença Viva na ilha de Urubuoca
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A dona de casa Hellen Dias levou as três filhas para receber atendimento odontológico e escovódromo
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Entre as ações preventivas, os moradores receberam vacinas para diversos tipos de doenças
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O Programa Presença Viva ofereceu mais de 400 procedimentos de saúde
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O programa Presença Viva realizou, na manhã de sábado (17), mais
de 400 procedimentos de saúde na ilha de Urubuoca, na Região
Metropolitana de Belém (RMB). A ação foi desenvolvida por equipes das
diversas diretorias da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa),
com apoio da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e beneficiou também
alguns moradores das ilhas de Paquetá e Jutuba.
Apesar de estar situada a apenas 25 minutos de barco do trapiche de
Icoaraci, a população da ilha sofre com a carência de atendimento na
área da saúde, pois, para uma consulta médica, precisa se deslocar até a
ilha de Cotijuba ou para Belém e nem sempre consegue o que necessita.
As famílias da ilha vivem da pesca e da produção do açaí.
A diretora de Desenvolvimento das Redes Assistenciais e Regionalização,
Rita Facundo, explicou que a ação atendeu a uma solicitação do padre
Jonas Teixeira, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que
desenvolve atividade nas ilhas ao redor de Belém. ?Então, o Programa
Presença Viva veio até aqui oferecer à população uma série de serviços
de caráter preventivo e curativo, mostrando que onde tem Pará tem
governo?.
Os moradores tiveram acesso à vacinação,
avaliação e orientação nutricional, orientação sobre saúde bucal com
escovódromo, prevenção das hepatites virais, além de consultas médicas
em Clínica Médica e Cardiologia, exames laboratoriais, teste de HIV e de
hepatite, preventivo do câncer de colo de útero, preventivo do câncer
de próstata (PSA), eletrocardiograma, aferição de pressão arterial e
glicemia e até ultrassonografia de fígado e medicamentos após as
consultas.
Os serviços foram montados em um
barracão no trapiche da ilha, na Escola Estadual de Ensino Fundamental
Anexo Urubuoca e nas casas dos próprios moradores. O padre Jonas
Teixeira disse que solicitou apoio do governo do Estado porque a
comunidade não tem acesso aos serviços de saúde como vacinação,
oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém. ?Raramente eles
vêm até a ilha e o serviço é muito precário em Cotijuba, nunca é
suficiente para todos?, ressaltou.
A dona de casa
Hellen Cristina Dias, de 29 anos de idade, levou as filhas Bruna, Chaene
e Cibelle de 10, nove e sete anos para participarem das atividades,
como do escovódromo, onde o cirurgião-dentista Michel Matos ensinou
sobre escovação correta dos dentes, de forma bem didática. Segundo
Hellen, as meninas nunca foram ao dentista. Apesar disso, pelo que
Michel percebeu as crianças da ilha apresentam uma situação de saúde
bucal relativamente boa, mas algumas precisariam ser encaminhadas aos
serviços especializados.
Entre os adultos, Antonio
Marcos Mendes César, de 32 anos, que vive da pesca e coleta de açaí, fez
exame de ultrassonografia. ?Quando preciso de consulta, procuro
atendimento em Cotijuba ou Icoaraci, no Abelardo Santos?. Foi oferecido,
ainda, um treinamento para 21 batedores de açaí, que receberam
orientação de técnicos da Vigilância Sanitária sobre medidas de higiene,
para evitar contaminação do produto. Ao final foram agraciados com kits
contendo peneira, filtro, camiseta, avental, boné e toca. Segundo a
nutricionista Dorilea Sales, a finalidade do treinamento é reduzir os
índices de contaminação do açaí mesmo que seja para consumo próprio.
Projeto
A ultrassonografia está sendo viabilizada pelo Projeto Inquérito
Ultrassonográfico de Doenças do Fígado e Vias Biliares, desenvolvido
pela Sespa, Instituto Evandro Chagas (IEC) e a ONG Médicos na Floresta.
Segundo o cirurgião digestivo André Luiz Rodrigues, o objetivo é
identificar pessoas com doenças do fígado em estágio precoce, evitando
que cheguem aos centros de referência, com doenças avançadas e sem
chance de cura.
Juntamente com o Presença Viva, o projeto
também esteve em Altamira e Marabá, onde realizaram 185 e 194
ultrassons, respectivamente.
Quinze por cento dos
examinados em Altamira apresentaram doença gordurosa do fígado. Em
Marabá, esse índice subiu para 50. As principais causas dessa doença são
consumo de álcool, obesidade, diabetes, colesterol e triglicerídeos
altos e hepatites B e C. O risco é que pode evoluir para cirrose
hepática. Os pacientes identificados com cálculos de vesícula biliar são
referenciados para cirurgia no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e
Hospital Ophir Loyola (HOL).
A técnica do setor de
Regulação da 1ª Regional de Saúde, Janete Nahum, informou que as
consultas e exames especializados solicitados pelos médicos do Presença
Viva serão marcadas e os encaminhamentos repassados à líder comunitária
da ilha para ser entregue aos pacientes.
As próximas ações do
Presença Viva estão agendadas para o dia 24 de setembro no
Mangueirão;1º e 02 de outubro na Pratinha; 1º de outubro na Terra Firme;
14 a 16 de outubro, em Abaetetuba; e 3 a 5 de novembro, em Altamira.
Também estão marcadas ações em ilhas de Belém no dia 15 de outubro e 26
de novembro.
Fonte: Agência Pará de Notícias