|
A gotinha que evita a pólio e a vacina contra o sarampo continuam a ser oferecidas, dentro da campanha nacional, em municípios que não atingiram a meta
|
O Ministério da Saúde decidiu prorrogar a campanha de vacinação
contra poliomielite e sarampo até 30 de setembro, nos municípios que
ainda não alcançaram a meta de 95% em cada uma das vacinas. A informação foi dada por Jaíra Ataíde, coordenadora Estadual de
Imunização da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), na sexta-feira (16), após
receber ofício da coordenadora geral do Programa Nacional de
Imunizações, Magda Domingues.
No documento, Magda
parabeniza todos pelo esforço demonstrado ao longo dos anos para atingir
as metas das campanhas de vacinação. ?Com certeza, é o resultado do
trabalho incansável de todas as equipes responsáveis por esta estratégia
que vem apresentando êxitos no controle, eliminação e erradicação das
doenças imunopreveníveis?, disse a coordenadora nacional.
Sobre a decisão de prorrogar a campanha, ela explicou que para a
manutenção da erradicação da pólio e eliminação do sarampo é fundamental
que todos os municípios estejam com cobertura vacinal mínima exigida.
?Tenho certeza de que atingiremos o nosso objetivo de manter o Brasil
livre da poliomielite e do sarampo?, reiterou.
Risco
- Segundo Magda Domingues, "a falta de homogeneidade faz com que você
crie grupos de população susceptíveis à doença, e isso pode facilitar a
importação de algum caso nessa localidade, devido ao fluxo de turistas e
de pessoas que vêm a trabalho. ?Se você no município tiver baixas
coberturas, há o risco de surto nessas localidades e possibilidade da
volta da transmissão da doença no país?, alertou.
O
sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os
sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza
e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de
secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período
de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento das
manchas, até quatro dias após o surgimento das manchas.
Segundo Jaíra Ataíde, o Pará já atingiu a meta da vacinação contra a
pólio, mas ainda há municípios que precisam continuar vacinando. Quanto
ao sarampo, até o momento o Pará alcançou 81,4% de cobertura vacinal, o
que torna necessário o empenho dos gestores municipais para mudar o
cenário nessas duas semanas de prorrogação.
No
Pará, a meta é vacinar 901.061 crianças menores de sete anos contra o
sarampo e 736.683 contra a poliomielite. Para isso, foram distribuídas
900 mil doses da vacina contra poliomielite e 1 milhão contra sarampo em
todo o Estado, que podem ser encontradas em 890 postos de saúde. Além
disso, há 340 postos volantes, montados em lanchas que percorrem as
localidades de difícil acesso.
Fonte: Agência Pará de Notícias