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Dirigentes das imprensa oficiais do Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Pará, durante o debate
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O evento teve início com a explanação de Jorge Guerra, que apresentou dados históricos do caminho do DOU até à modernização atual
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Jorge Guerra, Mirian Scárdua, do Espírito Santo, e o diretor geral da Imprensa Nacional, Fernando Tolentino
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Nas comemorações do aniversário
de 149 anos do Diário Oficial da União-DOU (1º de outubro), a Imprensa Nacional
realizou o painel ?Diários oficiais: entre o impresso e o
eletrônico?, com a participação, como debatedores, de representantes das
imprensas oficiais dos estados do Pará, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e
Espírito Santo, respectivamente Cláudio Rocha, Luiz Armando Vitório, Valmir
Bezerra de Araújo e Mirian Scárdua. O debate também teve a participação do
coordenador-geral de Publicação e Divulgação, Jorge Guerra, e a mediação do
diretor-geral do Órgão, Fernando Tolentino.
Uma exposição com os principais
serviços gráficos da Imprensa Nacional, retomados em 2008, foi aberta ao público
no saguão do prédio também na tarde de ontem. A mostra integra a programação
dos 149 anos do Diário Oficial da União e ficará no Museu da Imprensa.
Evolução do DOU
O evento teve início com a
explanação de Jorge Guerra, que apresentou dados históricos do caminho do DOU
até à modernização atual e revelou que, hoje, as publicações têm cerca de 25
mil origens e o fluxo de produção das versões impressa e eletrônica chega aos
452.599.764 arquivos. Mostrou também que atinge 167.030.330 o número de visitas
anuais, que se concentram principalmente em torno das 9h da manhã. Segundo
Jorge Guerra, apesar da significativa queda de assinaturas das edições
impressas a partir da sua disponibilização em meio virtual, a tendência atual é
de estabilização.
Coexistência
A diretora administrativa
financeira da Imprensa Oficial do Espírito Santo, Mirian Scárdua, informou que
o Órgão é uma autarquia superavitária, sendo o resultado positivo revertido anualmente
para ações do governo estadual. São mantidas versões impressa, com uma tiragem
de 800 exemplares, e eletrônica, com três mil consultas diárias. ?Defendemos a
coexistência das duas versões até que se obtenha mais segurança no meio
virtual?, afirmou. Ela considera pequenos os acessos eletrônicos quando
comparados à população de 3.800.000 habitantes do Estado. ?Onde está o restante
da população??, indagou. O acervo está digitalizado do ano de 2003 em diante e
já há acessibilidade no sítio eletrônico para deficientes visuais desde 21 de
setembro deste ano.
Mirian Scárdua propôs a união da
Imprensa Nacional com as demais imprensas oficiais para aproximar as decisões
do governo dos cidadãos. A autarquia também publica a revista mensal D,
dirigida ao segmento de artes. A diretora presenteou a Imprensa Nacional com um
cordel e montagem gráfica da artista plástica e escritora Kátia Bobbio, que
descreve em versos as designações do DOU ao longo do tempo. O trabalho é
ilustrado com uma foto da impressora Marinoni que se encontra nos jardins da
Imprensa Nacional e imprimiu o primeiro Diário Oficial produzido em Brasília,
na data da inauguração da Capital.
Modernização
O subcoordenador de Informática
da imprensa oficial do Rio Grande do Norte, Valmir Bezerra de Araújo, informou
que a publicação dos atos oficiais do Estado começou em 1889, no jornal privado
A REPÚBLICA, criado por Pedro Velho de Albuquerque. O diário adquiriu
independência em 1932, desde quando circula ininterruptamente. Hoje a tiragem é
de 600 exemplares impressos do Diário Oficial e 400 do Diário da Justiça, este
com matérias exclusivas da Justiça Federal no Estado. A versão eletrônica do
diário oficial está 100% certificada.
Conforme Valmir Bezerra, a
publicação de atos dos tribunais de justiça em suas próprias páginas
eletrônicas, a partir de 2008, gerou demissões e uma queda de 60% no
faturamento da imprensa oficial potiguar, fato que obrigou as secretarias a
pagarem a publicação dos seus atos, pois a receita oriunda da iniciativa
privada era insuficiente para cobrir os custos.
O Órgão também mantém um
suplemento cultural, com 16 páginas, um jornal e uma revista. Para o
subcoordenador, o diário oficial deve chegar a todas as classes sociais, de
modo a ampliar a visibilidade do papel das imprensas oficiais.
Braile
A Imprensa Oficial do Pará,
segundo seu diretor-presidente, Cláudio Rocha, é também uma autarquia
superavitária, dona de um página eletrônica com dez mil visitas diárias. A
digitalização começou em 1998, mas o ?diário oficial é uma colcha de retalhos
digital com arquivos em vários programas diferentes e ainda com divergência do
publicado nas versões impressa e eletrônica?, diz o diretor.
Há iniciativas recentes, como a
prestação do serviço de impressão e consulta em braile para deficientes
visuais. ?Temos quatro milhões de cegos sem acesso no Brasil?. Outros serviços
são a recuperação da editora, hoje com três títulos publicados, e a manutenção
de uma sobrecapa com notícias dos atos de governo.
Na opinião de Cláudio Rocha, as
imprensas oficiais precisam se abrir para a modernidade digital, sem renunciar
à segurança do papel, com a redundância das duas versões. No final, ele alertou
para o perigo da inconsistência: ?Precisamos proteger o DO eletrônico de modo a
impedir que alguém possa excluir dados de um ato já publicado?.
Eletrônico
O superintendente da Imprensa
Oficial do Mato Grosso, Luiz Armando Vitório, informou que o diário oficial
eletrônico do Estado é ?irreversível? desde 2008, quando ainda eram impressos
400 exemplares. Atualmente, são impressos apenas cinco exemplares. O sítio,
totalmente certificado, recebe três mil acessos diários, inclusive do exterior,
como Estados Unidos, China e Portugal.
O dirigente informa que há no
Órgão um serviço de auxílio aos internautas durante o expediente de oito horas
e que está em curso a digitalização dos últimos quarenta anos das edições
impressas do diário estadual.
Fonte: Imprensa Nacional