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A professora Andrea Cavalcante, que este ano, durante a Feira do Livro, doou cerca de 400 livros para a campanha Livro Solidário
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A segunda edição da campanha Livro Solidário, coordenada pela Imprensa Oficial do Estado, já arrecadou mais de dez mil títulos
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Mais de 1.550 livros doados e a certeza de estar colaborando para a
disseminação de conhecimento por meio do prazer da leitura. Para a
professora Andrea Cavalcante, responsável pela expressiva doação, essa é
uma missão nobre, que deveria ser imitada. O gesto coincide com a
campanha Livro Solidário, que a Imprensa Oficial do Estado (IOE) levou
este ano para a 15ª Feira Pan-Amazônica do Livro, com o impressionante
resultado de dez mil títulos arrecadados.
Por que
doar um livro? ?Para compartilhar o prazer da leitura com as pessoas e
fazer com que o livro funcione como uma ponte entre o saber que ele
contém e os leitores. Para dar possibilidades de leitura a outras
pessoas que muitas vezes não têm acesso aos livros e contribuir para que
essas pessoas possam descobrir novos mundos, viajar para outros espaços
e outros tempos e ter outras experiências?, explica a professora.
A ideia de compartilhar os livros surgiu a partir de uma reflexão. ?Ter
(um livro) por ter não proporciona grandes prazeres, pois o livro
parado, depois de lido, deixa de cumprir o seu papel, que é o de
ilustrar a vida de uma pessoa?, conclui ela, que começou, inicialmente,
presenteando amigos e pessoas próximas que não tinham fácil acesso à
leitura. Em seguida, Andrea resolveu empilhar vários livros no corredor
da sala de sua casa e presentear as pessoas que a visitavam. O próprio
visitante escolhia o título que levaria.
?Ver a
satisfação das pessoas ao serem presenteadas era muito gratificante.
Além disso, era também uma forma de contribuir para o saber. Resolvi
então juntar vários livros e fazer uma grande doação para o Curro
Velho?, conta. O prazer em compartilhar conhecimento, contudo, não parou
por aí. A segunda doação foi feita para a escola de seu filho. Desde os
guardas da escola até os alunos foram contemplados.
Este ano, durante a Feira do Livro, Andrea Cavalcante ela se deparou
com a campanha Livro Solidário e logo quis participar. Lá se foram mais
400 livros. ?Descobri que o prazer de ler não termina com a leitura, na
verdade, recomeça quando outra pessoa também tem acesso àquela leitura
e, assim, o livro cria pontes entre o saber e o homem. Por isso achei o
máximo e abracei a campanha?, relata.
Conhecimento ? A
campanha Livro Solidário começou em 2004, idealizada pela primeira-dama
do Estado, Ana Jatene, que acredita que a responsabilidade social e a
possibilidade de dar acesso ao conhecimento, com a parceria da própria
comunidade, é um compromisso não apenas do governo, mas de toda a
sociedade. Na época, a campanha era coordenada pelo Programa de
Articulação pela Cidadania.
Agora, na sua segunda
edição, a meta é ampliar a campanha, com a criação de ?espaços de
leitura?, que ficarão em comunidades selecionadas pela equipe que
coordena os trabalhos na IOE. A ideia é que, quando estruturados, os
locais de leitura sejam entregues para uma comissão de moradores da
própria comunidade, que ficará encarregada em administrar os espaços.
?Estamos buscando o apoio de associações de bairros e organizações
não-governamentais (ONGs) para montarmos esses locais. Esperamos que até
o primeiro semestre do ano que vem já tenhamos alguns espaços
funcionando?, diz a diretora do Diário Oficial do Estado, Carmem
Palheta, que está à frente da campanha juntamente com a Casa Civil da
Governadoria.
O primeiro ?espaço de leitura? ficará
em Benevides, região metropolitana de Belém, na unidade da Fasepa. A
Secretaria de Obra Públicas do Estado (Seop), uma das parceiras da
campanha, já criou o projeto arquitetônico do espaço, e a Secretaria de
Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof) destacou duas
servidoras para trabalharem como bibliotecárias na campanha e fazer o
processo de seleção de títulos.
A campanha tem
recebido o apoio de pessoas físicas e de bibliotecas, como a do distrito
de Icoaraci, de onde veio uma doação de cerca de quatro mil livros,
títulos que estavam repetidos no espaço. ?Já alcançamos essa quantidade
de livros sem nenhuma campanha forte de publicidade, mas as pessoas
estão bem sensíveis à causa. Ainda estamos sentindo o efeito da feira do
livro, onde divulgamos intensamente, inclusive em escolas, na mesma
época?, avalia Carmem Palheta.
Toda doação é
aceita. Livros didáticos, de literatura brasileira e mundial, best
sellers e até lista telefônica podem ir para a campanha. As doações
podem ser feitas na sede da Ioepa, na travessa do Chaco, bairro do
Marco. Para mais informações, é só telefonar para (91) 4009-7800. A campanha não tem data para acabar.
Fonte: Agencia Pará