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César Meira ressaltou ainda a contribuição do projeto ao meio ambiente, graças à redução da poluição
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Em menos de três anos, a viagem de Marituba (município da Região
Metropolitana) ao centro de Belém deverá durar apenas 30 minutos, mesmo
nos horários de pico, graças ao projeto Ação Metrópole, que prevê a
realização de obras para instalação de um sistema de transporte
metropolitano utilizando o BRT (sigla em inglês de Bus Rapid Transit),
um ônibus rápido, com capacidade para 200 passageiros, que transitará em
uma via exclusiva.
O projeto de construção de um
corredor viário restrito ao transporte de passageiros, que vai da
Rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, até o Ver-o-Peso, no centro da
capital, ganhou impulso na quinta-feira (09), após a assinatura da
minuta de contrato de um empréstimo internacional, no valor de R$ 320
milhões, para o governo do Pará. O recurso será assegurado pela Agência
de Cooperação Técnica e Financeira Internacional do Japão (Jica),
instituição de suporte técnico e prestação de crédito do governo
japonês, com o aval do governo federal. Os outros R$ 166 milhões que
completam o valor total do projeto - R$ 486 milhões -, sairão do Tesouro
estadual.
Após meses de reuniões e quatro dias
seguidos de negociações em Brasília (DF), nesta semana, a minuta de
contrato definindo o acordo técnico, jurídico e financeiro foi assinado
por todos os envolvidos na gestão do projeto, e já foi entregue ao
diretor geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano,
César Meira. ?A minuta de contrato confirma que as partes envolvidas
estão de acordo em todas as negociações propostas. Agora, o acordo
seguirá para análise do Ministério da Fazenda e passará pela aprovação
do Senado, para então ser transformado em um contrato final, que deverá
ser assinado no fim de março, pelo governador do Estado, Simão Jatene,
no Japão. Somos o segundo projeto brasileiro a receber recursos da Jica.
É uma grande conquista?, ressaltou César Meira.
Soluções
- O "Ação Metrópole" foi criado há quase 21 anos, visando o
planejamento de soluções para o trânsito de Belém ao longo desses anos.
Desde o início, assessoria técnica do projeto é realizada pela Jica. A
primeira etapa constituiu o prolongamento da Avenida Independência e na
implantação do elevado na Avenida Júlio César, para criar uma nova via
de acesso a capital. A segunda etapa é formada pelo corredor
alimentador, que diminuirá o tempo de viagem na Região Metropolitana.
Em 2006, o estudo foi reavaliado e ajustado, e está pronto para
execução. Os municípios da Região Metropolitana de Belém aprovaram o
projeto, com exceção da Prefeitura Municipal de Belém, que possui um
plano de transporte municipal que vai da Rodovia Augusto Montenegro ao
bairro de São Braz, também utilizando os ônibus BRT. Os projetos
municipal e estadual se sobrepõe na faixa da Almirante Barroso, e a
divergência entre os executores pode prejudicar a implantação da solução
do transporte que beneficiará todos os municípios da RMB.
Mas o governo do Estado já iniciou as negociações com a Prefeitura,
acreditando que o bom senso prevalecerá, já que o "Ação Metrópole"
abrange toda a Região Metropolitana, e não apenas a capital.
Ampliação
- Além de implantar um sistema de ônibus de alta capacidade, com
serviço rápido e de qualidade, está prevista no "Ação Metrópole" a
ampliação da Avenida João Paulo II até a Rodovia Mário Covas, obra que
deverá ser concluída no fim de 2013. Apesar de não fazerem parte do
"Ação Metrópole", outras intervenções urbanas estão previstas para
completar o projeto. Uma delas é o prolongamento da Avenida
Independência até a Alça Viária. A Avenida Júlio César ganhará mais uma
faixa de carros, no trecho entre os dois elevados, resolvendo o
congestionamento no local nos horários de grande movimento. O Terminal
Rodoviário de Belém também deverá ser transferido para a entrada da
Região Metropolitana, retirando os ônibus interestaduais das ruas da
capital.
As modificações previstas terão um impacto
positivo tanto no trânsito quanto no meio ambiente. A Jica realizou um
pré estudo, simulando o funcionamento do novo sistema de tranporte, e
constatou a diminuição significativa da emissão de gases poluentes na
atmosfera. Segundo César Meira, em função da redução de poluentes,
existe a possibilidade de inscrever o projeto no Protocolo de Kyoto.
?Nada melhor do que um projeto no coração da Amazônia com uma
contribuição efetiva para a diminuição da poluição no planeta?,
ressaltou.
Fonte: Agência Pará