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O governo instalou 81 máquinas no interior e vai ampliar também a capacidade em Belém, com 41 novos equipamentos
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A secretária adjunta da Sespa, Rosemary Góes: levantamento junto ao Ministério da Saúde para acelerar também o número de transplantes
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A agonia dos pacientes renais crônicos do Pará que aguardam na
histórica fila de hemodiálise vai ser reduzida. O tratamento, que antes
contava com poucas máquinas, está sendo ampliado pelo governo do Estado,
por meio da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa). Até mês que
vem, 112 pessoas que ainda estão na lista de espera para a hemodiálise
em Belém devem ser atendidas pela nova estrutura, que já está em fase de
implantação na capital.
Nas outras regiões
paraenses, onde a Sespa já instalou novas máquinas em diversos
municípios, diminuíram as dificuldades para conseguir o tratamento. A
notícia é comemorada pela Associação dos Renais Crônicos do Pará. A
presidente da entidade, Belina Soares, afirma que a ampliação é um
grande avanço na saúde do Estado. ?Para nós, renais crônicos, essa ação
representa a vida, especialmente no interior. Até alguns anos atrás,
pessoas tinham que deixar o Estado para poder se tratar?, diz.
Segundo a secretária adjunta da Sespa, Rosemary Góes, em janeiro deste
ano, uma série de problemas foi constatada, entre eles a fila de espera
com 280 pacientes para a hemodiálise. Além da extensa lista, a Sespa
identificou a situação complicada de 40 pacientes renais crônicos, que
praticamente ?viviam? no Hospital das Clínicas Gaspar Viana.
Emergência ??Esses
pacientes estavam há um ano e três meses internados para fazer
hemodiálise. Com não havia vaga durante o dia, eles faziam o tratamento
de madrugada. Uma situação muito complicada para eles, que praticamente
estavam vivendo no hospital?, avalia. Segundo ela, para resolver este
problema de imediato o governo fez uma chamada pública para contratar
uma clínica particular que atendesse o grupo. ?Hoje, enquanto estamos
ampliando a estrutura de hemodiálise em Belém, eles são atendidos por
essa clínica?, assegura.
Outro problema verificado
pela Sespa era a falta de uso de dez máquinas no município de Bragança,
nordeste paraense. ?Esses equipamentos foram repassados à cidade no fim
da primeira gestão do governador Simão Jatene e, desde então, as
máquinas nunca foram instaladas para uso dos pacientes. Já colocamos
esses equipamentos em funcionamento?, continua Rosemary Góes.
A ampliação do tratamento de hemodiálise está ocorrendo em todo o Pará.
São 81 novas máquinas completando a quantidade de equipamentos no
interior, distribuídas em Altamira (16), Redenção (22), Santarém (37) e
Bragança (dez). Rosemary Góes afirma que esta nova estrutura, que já
está em funcionamento no interior, zerou a fila de espera nessas
localidades.
Ampliação ?Sebastião
Teixeira, 55 anos, é renal crônico e mora em Redenção, no sul do Estado.
Ele passou um ano e meio fora, em Goiânia (GO), para fazer hemodiálise,
uma vez que na sua cidade não conseguiria o tratamento. ?Isso para mim é
uma recompensa, pois passei mais de um ano longe da minha família, de
meus pais, meus filhos. Foi muito difícil. Lutei muito para voltar para
Redenção?, conta o paciente, que hoje continua o tratamento no Pará.
?Fui muito bem recebido no Hospital Regional. Para mim isso é o retorno
dos impostos que pagamos?, acredita.
Assim como no
interior, a infraestrutura de hemodiálise na capital e região
metropolitana também está sendo ampliada. Em Belém, serão 48 máquinas;
34 delas funcionarão na clínica satélite de hemodiálise do Gaspar Viana,
que está em fase de conclusão no bairro Batista Campos, no antigo
hospital da Polícia Militar.
Segundo a secretária
adjunta, a clínica deve entrar em funcionamento até setembro, período em
que o governo espera zerar a lista de espera pela hemodiálise na
capital. Ainda em Belém, a Santa Casa de Misericórdia deve receber mais
doze máquinas para o tratamento preferencial de crianças. A secretária
adianta que 16 crianças internadas no Gaspar Viana devem ser atendidas
no novo espaço, que oferecerá um ambiente mais humanizado para esses
pacientes.
Ananindeua também está na lista de
ampliação do tratamento de hemodiálise. Serão 20 máquinas no hospital
Camilo Salgado, atendendo os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Até o fim do ano, a Sespa planeja ampliar também a infraestrutura dos
municípios de Castanhal, que conta com 26 máquinas, Marabá, que atende
com 28, e Marituba, que tem 23. Neste mesmo prazo, o município de
Ulianópolis, no sudeste do Estado, deve receber 20 máquinas para o
tratamento.
Transplantes ? Paralelamente
à ampliação da rede de tratamentos nefrológicos, a Sespa já solicitou
ao Ministério da Saúde medicação para atender os 112 pacientes que devem
ser beneficiados com a estrutura que está em implantação na capital e
região metropolitana. Além disso, explica Rosemary Góes, um levantamento
está sendo feito junto à Central de Transplantes para verificar como
está o atendimento aos pacientes.
Neste primeiro
trimestre já foram feitos 30 transplantes, contra apenas dois do mesmo
período do ano passado. Para assegurar a eficácia do tratamento dos
renais crônicos, a secretaria de Saúde vai descentralizar as
autorizações de medicamentos, que antes eram emitidas em Belém, mediante
aprovação de médicos auditores. ?Estamos treinando médicos em todas as
regiões do Estado, a fim de agilizar essa etapa do tratamento de renais
crônicos?, garante Rosemary Góes.
Para prevenir a
população contra doenças renais, uma parceria está sendo firmada entre a
Sespa e a Sociedade Paraense de Nefrologia para a formulação de um
protocolo que será divulgado nas próximas ações do governo. Neste
material, segundo a secretária, haverá informações importantes para a
prevenção.
Fonte: Agência Pará de Notícias