Em Brasília, Helder garante a Lula o apoio dos governadores no fortalecimento da democracia
O governador do Pará, Helder Barbalho, junto
com os outros 26 governadores (ou representantes) brasileiros, esteve em
Brasília (DF) nesta segunda-feira (09/01), para uma reunião com o presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, de ato de desagravo após os ataques
terroristas ocorridos no domingo (08/01), nas sedes dos Três Poderes.
O encontro no
Palácio do Planalto foi sugerido pelo próprio Helder Barbalho durante reunião
remota de emergência do Fórum Nacional de Governadores feita ainda no domingo
para tratar dos crimes cometidos por pessoas que se identificavam como
apoiadores do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro.
"Estejamos aqui não para expor ideias de direita ou
esquerda, mas sim para reforçar nossa defesa à democracia. O que vimos ontem na
capital federal não foi manifestação política, vimos terrorismo, um ato frontal
de tentativa de golpe de estado. Compreendo que todos nós devemos, como poderes
subnacionais, estar irmanados pela causa que nos une. Estamos aqui para
emprestar nossa solidariedade aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e
reafirmar que os nossos estados estão articulados", discursou o chefe do
Executivo estadual paraense.
Helder
Barbalho anunciou que vários estados, inclusive o Pará, cumpriram a ordem do
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, atual
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao desmobilizar os
acampamentos em frente aos quartéis do Exercício Brasileiro.
"Ainda no
domingo, chegaram em Brasília as mobilizações de 16 estados da federação que
enviaram tropas de elite para apoiar o sistema e a decisão do governo federal,
para que possamos obviamente trazer tranquilidade, trazer paz e estabilidade às
instituições", finalizou o governador do Pará.
Tropa paraense, com 60 policiais, desembarca em Brasília para compor a
Força Nacional
Lula, por sua
vez, lamentou o motivo da reunião, disse que tinha planejado esse encontro para
tratar de projetos prioritários do governo. Mas agradeceu Helder por sua
sugestão, "bem acatada a ponto de tods os estados estarem presentes
presencialmente à ocasião".
"Esses
atos foram anunciados, e assim ocorreram porque os golpistas não tinham pauta
de reivindicações. Querem golpe, mas golpe não vai ter. Na ditadura, pessoas
foram mortas por querer derrubar um governo e hoje ainda tinha gente em frente
aos quarteis pedindo golpe, sem que nenhum militar dissesse que não pode pedir
isso. Nós não fizemos nada até que eles fizessem, nós não imaginamos, fomos
pegos de surpresa depois do domingo mais democrático que o DF já viu",
declarou o presidente da República.
O mandatário
afirmou que houve conivência das forças do Distrito Federal para que ocorresse
o quebra-quebra nos prédios dos três poderes, e lembrou que foi muito duro
conquistar o direito à livre manifestação. "Eu quero que isso continue
sendo possível. A gente não precisa se gostar, mas precisa se respeitar,
conviver democraticamente. Precisam aprender que a democracia é a coisa mais
difícil mas é a única que garante a todos a chance de concorrer, e se eleito,
governar", finalizou Lula.
Após a
reunião, que também contou com ministros de Estado e prefeitos, o presidente
convidou a todos para irem, à pé, até os prédios que foram depredados para ver
de perto a dimensão dos estragos causados pelos terroristas.
Fonte: Ascom IOEPA